CAMPO DA DOIDA

HISTÓRIA: 
Peça que discute o papel da loucura e questiona a caracterização dos loucos como “bugs” do Sistema. Em 1976, meu pai comprou a casa do nosso antigo vizinho, o Cabôco Silas. Ela ficava entre a nossa casa e o terreno onde funcionava a escolinha da minha mãe. Tempos depois, a escolinha fechou e o terreno se fundiu com o do nosso vizinho, virando um grande pomar. Em 2004, meus pais me deram o pomar de presente e comecei a pensar em um nome para ele. Apenas um aparecia na minha mente, martelando como um mantra sem parar: Campo da Doida, um antigo campo de mangabas, distante cerca de 7Km do centro do Prado. Era para lá que íamos, crianças, catar mangabas com os mais velhos. Reza a lenda que, talvez pela distância, o Prado despejava no Campo da Doida os seus loucos mais loucos, os doidos de pedra. Nunca vimos nenhum louco por lá, mas o Campo da Doida ficou cravado na minha mente como sinônimo de liberdade e mata atlântica, loucura e natureza. 

CONCEITO VISUAL:
O conceito visual Campo da Doida é formado por 1 (uma) peça, um lambe colado em parede com o texto “Quem é doido?”, de Ana Dumas, e disponível como anexo nos links adicionais, com iluminação de gambiarra e caixinhas de som replicando os nomes de vários moradores pradenses considerados loucos, como Alzira Zaru, Zé Melado, Zé Baoca – todos esses “in memorian”.

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